A crise dos paradigmas, discutida na academia com este nome, vem sendo experimentada também pelo senso comum nas religiões, embora perigosamente, pois estas últimas em sua maioria ainda se encontram medievais e modernas. Ou seja, discutem a crise moral com base em preceitos antigos. Talvez se pudesse afirmar que nunca as igrejas estiveram tão lotadas. Além disso, o número de religiões aumenta da mesma forma que os partidos políticos no final do século passado no Brasil, impulsionados por aquela racionalidade salvadora dos oprimidos e projetista de um sistema perfeito de sociedade previsível. É certo que há uma pulverização do poder, mas este tem seu sustento no medo da instabilidade, provocada pela obsolescência de nossos saberes e fazeres e pelo medo do desconhecido.
Nenhum comentário:
Postar um comentário